Que a SLS Super Crown é um sucesso, o mundo todo já sabe. Mas as finais de 2025 da liga mundial de skate street, que pelo segundo ano seguido aconteceram no Ginásio do Ibirapuera, complexo administrado pela Secretaria de Esportes do Estado de SP, deixou um legado para além das manobras e das conquistas dentro da pista.
Enquanto alguns dos melhores skatistas do mundo garantiam o espetáculo na arena com uma manobra melhor que a outra, nas cercanias, as finais da SLS impulsionavam um outro setor igualmente competitivo: o da economia.
De acordo com o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET) da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, o evento movimentou R$ 28,2 milhões em hotelaria, alimentação, transporte e outros serviços nas cercanias do complexo. isso representa um aumento de 21% em relação à edição de 2024.
A presença de medalhistas olímpicos e a possibilidade de ter um brasileiro coroado no masculino e no feminino fisgaram os apaixonados por skate ou até mesmo os curiosos que acompanham o esporte circunstancialmente. Essa combinação levou às arquibancadas do Ginásio do Ibirapuera 17,5 mil pessoas somados os dois dias de disputas, recorde de público do evento no Brasil.
O que não mudou nas finais da SLS 2025 foi a dona do topo do pódio no feminino. Rayssa Leal conquistou o título pela quarta vez consecutiva, feito inédito na história do torneio. No masculino, melhor para o japonês Ginwoo Onodera.
Sesp e o skate
A promoção da prática do skate é uma das frentes de trabalho da atual gestão da Sesp. Desde janeiro de 2023, foram investidos R$ 7,3 milhões na construção de 37 pistas em todo o estado. Além disso, a pasta dispõe de pistas abertas ao público no Conjunto Desportivo Baby Barioni e na Vila Olímpica Mário Covas.
A Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, dispositivo de financiamento do Governo do Estado, tem projetos sociais e de formação esportiva de skate em seu quadro, como o Projeto Futuro do Skate, em São Vicente, e a ONG Social Skate, em Poá.